16/07/2012 – 12h00 – Target Américas

A Greve

Um movimento nacional dos caminhoneiros marcou para o dia 25 deste mês uma greve geral da categoria. Sindicalistas dizem que o objetivo é parar o máximo dos 600 mil caminhões que circulam pelo País, segundo estimativas próprias. Eles reivindicam queda nos pedágios e uma reavaliação por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres dos registros das empresas transportadoras que estão sendo montadas através de motoristas autônomos com base em um novo sistema definido pelo governo federal. O movimento alega que essas companhias estariam prejudicando o mercado.

 

Segundo o Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), o valor do frete na maioria dos casos não cobre nem os custos de manutenção dos veículos. Para a entidade, esse baixo valor é referente à alteração na legislação, feita pela ANTT, que ocasionou diminuição nos valores a serem estabelecidos pelos contratantes. Diante disso, para não perder a viagem, o caminhoneiro estaria sendo obrigado a aceitar os baixos valores oferecidos.

Alessandra Macedo, coordenadora nacional do movimento – que tem sede no Rio de Janeiro -, diz que a divulgação da greve está sendo feita por meio da internet, de panfletos e por meio de sindicatos e associações espalhadas por municípios do país todo. Ela contou que o 25 de julho foi escolhido por se tratar do Dia de São Cristóvão, o padroeiro dos motoristas. De acordo com ela, ainda não há uma estimativa sobre a adesão da categoria, mas o objetivo é parar o máximo de caminhões possível.

A greve também quer chamar a atenção para a nova lei que regulamenta a profissão de motorista. Outro ponto reclamado pelos caminhoneiros é o chamado “cartão frete”, que estabelece que cooperados ou agregados de cooperativas somente poderão prestar serviços exclusivos para as entidades a que estiverem vinculados. Sindicalistas argumentam que isso impossibilita a venda de fretes e compromete as atividades dos profissionais autônomos da área.

Os representantes das empresas dizem que não foram comunicados oficialmente sobre a paralisação. No Estado de São Paulo, o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga informou que soube dessa greve pela imprensa. Segundo Leonardo Andrade, assessor de comunicação da entidade, os problemas citados pelos motoristas são mais comuns em Estados com Mato Grosso e Pará. Mas, indagado se as empresas paulistas também deverão ser prejudicadas, confirmou que provavelmente sim.

 

Informações Adicionais

Ainda é preciso se ajustar às novas regras do transporte rodoviário de carga, entendendo que as leis foram feitas em benefício dos caminhoneiros e não contra eles. A nova jornada de trabalho do condutor era uma modificação necessária, visto o alto índice de acidentes causados por fadiga ao volante. Foi uma iniciativa do próprio Ministério Público, depois de entrevistar centenas de caminhoneiros.

O cartão referido, nada mais é que um benefício ao caminhoneiro, fazendo com que suas despesas sejam depositadas em conta segura e acessadas através de um cartão.

Fonte: Estadão

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31/05/2012 – 12h30- Target Américas

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (dia 28/05) o fim da cobrança de taxa de adesão para o serviço de pedágio eletrônico Sem Parar. Também foram anunciadas a redução no valor da mensalidade do serviço e a criação de um plano pré-pago. As alterações passam a valer a partir de 15 de junho.

Atualmente, a taxa de adesão custa R$ 66,72 e as mensalidades custam R$ 11,90 e R$ 15,76, dependendo do plano escolhido. Com as mudanças, além da taxa zero de adesão, a mensalidade passa para R$ 8. Também não será mais cobrada a taxa de R$ 39,97 de transferência de etiqueta eletrônica, conhecida como tag, nos veículos. A operadora está lançando também um plano pré-pago, pelo qual o usuário realiza carga mínima de R$ 25 e taxa de recarga de R$ 4.

A iniciativa se deve ao fato de outra operadora conseguir autorização para oferecer o mesmo serviço. “É uma boa notícia porque estamos abrindo o mercado para que várias empresas possam participar do pedágio eletrônico. A ideia é reduzir todos os custos para que a maioria dos usuários tenha o tag e o acesso ao pagamento eletrônico dos pedágios”, disse o governador, em nota distribuída à imprensa.

Tudo ainda pode mudar

A partir de janeiro de 2013, uma nova tecnologia de tag deve começar a ser implantada em São Paulo, o que pode reduzir ainda mais os custos do pedágio eletrônico. Hoje, a etiqueta eletrônica utilizada tem tecnologia de 5,8 GHz. O equipamento futuro, mais barato e moderno, usa a tecnologia 915 MHz. Os tags 5,8 GHz devem ser usados só até novembro de 2014.

 

Fonte: R7 Notícias

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